Parte do projeto de demência da rainha Silvia é declarada ilegal pela Corte Sueca

 


A rainha Silvia da Suécia se colocou no meio de uma grande disputa habitacional que gira em torno de um dos projetos mais importantes da Rainha. No último fim de semana, a rainha Silvia foi convidada de um podcast da Alzheimer Life Foundation, por ocasião do Dia Mundial do Alzheimer.

Um dos temas abordados no podcast foi o projeto "SilviaBo", da Rainha, projeto em que ela vinha trabalhando há muito tempo. SilviaBo está localizada em Drottningholm, em Ekerö, e consiste em seis apartamentos, onde a rainha Silvia quer que pessoas com demência possam viver com seus parceiros. O projeto foi elogiado por vários, mas alguns moradores próximos ficaram insatisfeitos com o desenvolvimento.

Alguns vizinhos reclamaram com a Corte Sueca de Terras e Meio Ambiente, que trata, entre outras coisas, de casos de construção. Eles alegaram que os prédios não se encaixam na área. O caso foi a favor dos vizinhos e as casas agora devem ser consideradas como os chamados "edifícios negros", edifícios erguidos ilegalmente.

No podcast que a rainha Silvia participou, o jornalista Henrik Frenkel perguntou se a rainha acreditava que o preconceito contra a demência poderia estar por trás do conflito com os vizinhos. Sua Majestade respondeu: "Eu muitas vezes penso sobre isso. Não me atrevo a perguntar, porque suspeito que seja assim. Eu acho isso muito cansativo, e eu acho que é realmente nojento".

Esta forte declaração não caiu bem com os vizinhos de SilviaBo. O jornal sueco "Aftonbladet" entrou em contato com um dos envolvidos no processo contra o projeto SilviaBo. O vizinho, que também esteve em contato com os outros envolvidos, reagiu fortemente à insinuação da rainha. Ele diz: "É uma afirmação que é surpreendente. Nunca houve perguntas e discussões sobre demência. O que temos feito como residentes de Drottningholmsmalmen é proteger o lugar com seus valores históricos".

A Fundação Silvia fez agora um novo pedido de licença de construção para que as casas de demência possam se tornar realidade. Na nova aplicação, no entanto, o tamanho e as fachadas da casa foram ajustados.