Igreja Católica no Japão se prepara para reabrir

A parir do dia 21 de junho, fiéis poderão ir à missa. No entanto, é essencial respeitar o que o Arcebispo de Tóquio chama de "condições mínimas necessárias", ou seja, evitar a aglomeração de fiéis e manter a distância social.


"É necessária uma resposta cuidadosa e flexível": é o que o Arcebispo de Tóquio, Dom Tarcisius Isao Kikuchi, escreve em uma mensagem em vista do domingo, 21 de junho, dia em que no Japão se voltará a celebrar Missas com a participação dos fiéis, suspensas por causa da pandemia do coronavírus.

Ao agradecer a "todos que resistiram e cooperaram para proteger a vida em um contexto de sede espiritual", o prelado convida os fiéis a "se abrirem a uma nova Igreja, com compreensão e colaboração".


Condições mínimas necessárias


A reabertura das igrejas, de modo particular, acontecerá por etapas, dependendo da situação real de cada paróquia. No entanto, é essencial respeitar o que o Arcebispo chama de "condições mínimas necessárias", ou seja, evitar a aglomeração de fiéis e manter a distância social. Se estas medidas não forem respeitadas - frisa o Arcebispo de Tóquio -, as igrejas não deverão reabrir.

Além disso, exorta os idosos, com mais de 65 anos, e os doentes a permanecer ainda em casa, de onde poderão "continuar sempre rezando".

Os fiéis são aconselhados também a não ir de uma igreja para a outra, mas frequentar a própria comunidade paroquial, se possível.

A obrigação do preceito dominical continua em vigor, assim como o uso de desinfetantes para as mãos e máscaras cirúrgicas.

Ao invés, ficam suspensos os cantos corais, enquanto é permitido apenas o canto solista, acompanhado de órgão.

Quanto à administração do sacramento da Eucaristia, a Arquidiocese de Tóquio convida os fiéis a receberem a comunhão na mão e não na boca. Por fim, os sacerdotes acima de 75 anos estão isentos da consagração da hóstia no altar, para não correr o risco de contágio.

Vatican News