Reino da Suécia Reabre Consulado em Minas Gerais


A relação entre Brasil e Suécia perdura por mais de um século, a partir do compartilhamento de valores fundamentais e trabalhos conjuntos em áreas estratégicas da indústria, comércio e serviços.

Em Minas Gerais, setores como o extrativo mineral, de logística, aeronáutico e de engenharia possuem grande peso na relação do Estado com aquele país e podem ser determinantes para a tão sonhada diversificação econômica mineira.

Como forma de alavancar ainda mais este potencial e, ao mesmo tempo, trabalhar a promoção de negócios e auxiliar empresas suecas dentro do Estado, o Consulado da Suécia em Minas Gerais será reaberto no início do próximo mês, após ficar por quase dois anos suspenso.

De acordo com o Cônsul da Suécia em Minas Gerais, Mateus Quintela, alguns dos trabalhos do consulado, como o de prestação de serviços ao público, com questões relacionadas à migração e emissão de passaportes, já foi retomado e, no próximo dia 4 de março, haverá o lançamento da “Aliança de Mineração Sueca no Brasil”, representando a solenidade oficial de abertura do escritório de representação daquele país na capital mineira.

Segundo ele, o pontapé inicial da retomada das atividades ocorrerá justamente com ações para a mineração, dada a importância do setor tanto para o Brasil quanto para a Suécia e, especialmente, para Minas Gerais.

“Optamos por abordar a sustentabilidade na mineração não apenas pelos últimos acontecimentos com relação aos rompimentos de barragens de rejeitos no Estado, mas pelos impactos causados pelo setor e por sua importância na economia e na vida das pessoas. Vamos apresentar experiências que mineradoras suecas tiveram mundo afora e trazê-las para o Brasil”, adiantou.

Mas a ideia é de que o apoio não pare por aí. Conforme o cônsul, assim como a mineração, o setor de logística e transportes também possui grande relevância quando o assunto é a relação entre Minas e a Suécia e também deverá ser trabalhado. Além disso, as atividades aeronáutica e de engenharia apresentam grandes potenciais e também estarão nas pautas do consulado.

“A compra dos caças Gripen NG pelo governo brasileiro em 2014 para reequipar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) é um bom exemplo de negócios de troca de tecnologia. Os primeiros caças já foram entregues e os próximos serão montados no próprio País. Minas Gerais, a partir do início das operações no aeroporto-indústria junto ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), poderá se beneficiar ainda mais, inclusive com efeitos para a diversificação econômica do Estado”, apostou.

Isso porque, segundo Quintela, além da própria vocação do principal aeroporto do Estado e dos esforços da concessionária que administra o terminal, em alavancar atividades de alto valor agregado, o consulado vai poder auxiliar o Estado em uma rápida interação com as empresas de tecnologia suecas.

Por fim, o cônsul ressaltou que o trabalho do consulado ocorrerá de maneira bilateral, com ações para identificar potenciais no mercado brasileiros para as empresas suecas, parceiros e fornecedores em Minas Gerais, e também para promover as atividades de empresas mineiras naquele país.

Existem, hoje, em torno de 220 empresas suecas presentes no Brasil e que empregam aproximadamente 60 mil pessoas, além de movimentarem mais de 30 bilhões de coroas suecas (SEK) por ano. Volvo, Scania, Epiroc, Sandvik, SKF e ABB estão entre as principais empresas suecas com atuação em terras brasileiras.