Novos F-35 da Noruega são acionados pela primeira vez para interceptar aviões russos



Um par de caças F-35 da base aérea de Ørland e dois F-16 de Bodø seguiram dois Tu-142 e um MiG-31 sobre os Mares da Noruega do Norte no sábado
Pela segunda semana consecutiva, aeronaves russas de reconhecimento marítimo e guerra antissubmarino (ASW) voam muito mais para o sul, na chamada lacuna GIUK (Groenlândia-Islândia-Reino Unido) do que o normal. A GIUK é a área no norte do Atlântico que forma um ponto de estrangulamento naval, importante para a Marinha Russa em caso de conflito.

Os aviões no sábado vieram do norte e foram notados pela estação de controle aéreo em Sørreisa, norte da Noruega, informa o Joint Head Quarters.

Dois F-16 da estação aérea de Bodø, ao norte do Círculo Polar Ártico, foram acionados para identificar os aviões russos. Ao continuar mais ao sul, fora do espaço aéreo norueguês, outros dois F-35 decolaram da base aérea de Ørland, no sul da Noruega.

“As Forças Armadas estabeleceram ontem o reforço extra do F-35 da estação aérea de Ørland para aumentar a soberania”, disse o chefe da Força Aérea da Noruega, major-general Tonje Skinnarland.

Voando asa a asa, o evento no céu ao largo da Noruega no sábado é histórico. É a primeira vez que os novos F-35 da Noruega foram enviados para identificar aviões russos.

Ainda mais ao sul, sobre o Mar do Norte, dois caças britânicos Typhoon assumiram a missão de monitorar os aviões russos.

Os F-16 da Noruega de Bodø, os F-35 de Ørland e os Typhoons britânicos fazem parte do Quick Reaction Alert (QRA) da OTAN.


O Ministério da defesa da Rússia divulgou um video feito de dentro do Tu-142 mostrando os Typhoons da RAF e os F-35 que realizaram a interceptação. O vídeo mostra também o MiG-31 fazendo a escolta armado com misseis R-33.