Exército do Brasil reativa a 6ª Divisão, “Voluntários da Pátria”, criada pelo Império do Brasil



Na manhã de 7 de fevereiro foi marcada pela cerimônia de reativação da 6ª Divisão de Exército (6ª DE). A solenidade militar realizada no 19º Batalhão de Infantaria Motorizado, na cidade de São Leopoldo (RS), foi presidida pelo Vice-Presidente da República, Antônio Hamilton Martins Mourão, e também contou com a com a presença do Comandante do Exército, General de Exército Edson Leal Pujol, do Comandante Militar do Sul, General de Exército Geraldo Antônio Miotto, e demais autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
A 6ª Divisão de Exército, “Divisão Voluntários da Pátria”, foi reativada pelo Decreto Presidencial nº 9.965, de 8 de agosto de 2019, e terá novamente como sede a cidade de Porto Alegre (RS). O General de Divisão Achilles Furlan Neto foi nomeado para exercer o cargo de Comandante.
A 6ª Divisão de Exército, subordinada ao Comando Militar do Sul (CMS), é um Grande Comando Operacional do Exército Brasileiro constituído pela 8ª Brigada de Infantaria Motorizada, com sede em Pelotas (RS); pela 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, com sede em Bagé (RS); e pelo 12ª Regimento de Cavalaria Mecanizado, com sede em Jaguarão (RS), enquadrando 23 unidades militares com cerca de 7.700 homens e mulheres, atuando em uma área fronteiriça ao sul do Brasil com cerca de 450 km.
“A 6ª DE, sendo reativada, vai trazer um poder de combate mais significativo, não só para o Comando Militar do Sul, mas para o Exército como um todo”, afirmou o Vice-Presidente da República, que é General da reserva do Exército e é antigo comandante da 6ª DE.

História

Voluntários da Pátria é a denominação das Unidades militares criadas em 7 de janeiro de 1865, pelo Império do Brasil (1822-1889), para lutarem na Guerra do Paraguai (1864 – 1870); com as quais buscava-se reforçar o efetivo das forças militares do Exército Brasileiro.
Desprovido de recursos bélicos, sem um exército suficientemente numeroso e instruído, sem condições de revidar adequadamente a ofensa recebida, o Imperador D. Pedro II expediu o Decreto nº 3.371, de 7 de Janeiro de 1865; o qual, apelando para os sentimentos do povo brasileiro, criava corpos militares para o serviço de guerra, com a denominação de “Voluntários da Pátria“.
O Imperador D. Pedro II logo partiu para a cidade de Uruguaiana, ocupada pelo exército paraguaio em 11 de setembro. Desembarcou no Rio Grande do Sul e seguiu de lá por terra. A jornada foi realizada montada a cavalo e por carretas, e à noite o imperador dormia em tenda de campanha. Em Uruguaiana apresentando-se no acampamento do exército como o primeiro voluntário da pátria, utilizando essa estratégia política para servir de exemplo tanto aos militares ali estacionados, quanto ao resto do Brasil.
Grande Brasão de Armas do Brasil Armada Imperial
Distintivo de voluntário da pátria, usado no braço esquerdo do uniformeFonte: Com CMS “Comando Militar do Sul” e Wikipédia – Imagem de capa: Créditos Defesa Aérea & Naval, PressPeriodico