Harry e Meghan terão 'período de transição' entre Canadá e Reino Unido, diz rainha

O príncipe Harry e a mulher, Meghan Markle, terão um "período de transição" entre o Canadá e o Reino Unido, anunciou um comunicado divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Palácio de Buckingham, em Londres.

"Minha família e eu apoiamos inteiramente o desejo de Harry e Meghan de criar uma nova vida como uma jovem família", disse a rainha Elizabeth II no comunicado. A monarca reuniu-se nesta segunda com Harry, o príncipe Charles, o príncipe William e Meghan, que é duquesa de Sussex, para discutir o futuro do casal.

Meghan, que já está no Canadá com o filho do casal, Archie, participou do encontro por teleconferência. A duquesa, que era atriz antes de se casar com o príncipe, em 2018, nasceu nos Estados Unidos, mas morou por anos no Canadá.

"Embora tivéssemos preferido que eles continuassem como membros da família real em período integral, respeitamos e entendemos seu desejo de viver uma vida mais independente como família, enquanto permanecem uma parte valiosa da minha família", declarou Elizabeth.

Na semana passada, o casal anunciou que deixaria a função de "membros seniores" da família real britânica para buscar independência financeira.

Desde então, a realeza do Reino Unido vem passando por uma crise: tabloides britânicos alegaram que nem a rainha nem o príncipe Charles foram consultados sobre a decisão dos dois, e que membros da família tinham ficado "magoados".

"Harry e Meghan deixaram claro que não querem depender de fundos públicos em suas novas vidas", declarou a monarca no texto divulgado nesta segunda.

"Hoje minha família teve discussões muito construtivas sobre o futuro do meu neto e da família dele", continua Elizabeth. "Foi, portanto, acordado que haverá um período de transição em que os Sussexes passarão tempo no Canadá e no Reino Unido".

Mais cedo nesta segunda, Harry e o irmão mais velho, William, divulgaram uma nota conjunta em que chamam de falsa uma reportagem que especulava sobre haver uma crise na relação entre eles. No comunicado, eles descrevem uma matéria do jornal britânico “The Times” como “ofensiva”. Segundo os irmãos, o texto tem “linguagem inflamatória”.