O candidato à presidência da Argentina fala em rever todos os acordos com o Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas caso eleito.


O candidato à presidência da Argentina Alberto Fernández disse que se for eleito revisará todos os acordos com o Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas, o que tem causado preocupação em Londres, segundo mídia argentina.

As eleições argentinas ganharam um maior foco após declarações feitas pelo candidato da Frente de Todos, Alberto Fernández, à presidência do país.

Em um tom nacionalista, o candidato criticou as relações do atual presidente, Mauricio Macri, com o Reino Unido, durante um debate ocorrido neste domingo, 13.

"Nestes anos o governo se ocupou muito em fazer comércio com o Reino Unido e se esqueceu da soberania [sobre as] Malvinas. Lá morreram mais de 700 soldados. Em memória de todos eles eu vou fazer com que as coisas sejam diferentes", disse Fernández durante o primeiro debate presidencial argentino.
Com tais palavras, Fernández promete revisar os acordos feitos com o Reino Unido, em especial o Tratado de Madri.

Segundo o documento, o Reino Unido fez certas concessões em relação à zona de exclusão das Ilhas Malvinas. Ao mesmo tempo, o documento reafirmou o poder britânico sobre as ilhas, o que tem desagradado Fernández.

Além disso, o candidato pretende criar a Secretaria de Malvinas que, diferentemente da criada durante o governo de Cristina Kirchner, responderia diretamente ao presidente.

Tema prioritário
De acordo com o portal argentino Infobae, a chapa de Fernández já possui uma equipe que deverá se ocupar exclusivamente das Malvinas.

O objetivo seria reformular as relações com as ilhas e com o Reino Unido sobre a questão.

"O tema das Malvinas será prioritário e isso incluirá uma revisão de tudo o que foi feito até agora", teria dito um dos membros da chapa de Fernández ao portal argentino.
Ainda segundo o Infobae, a fala do candidato causou preocupação na chancelaria britânica.

A delicada disputa pela soberania das ilhas entre Buenos Aires e Londres já foi motivo de guerra entre ambos os países na década de 1980.